Texto Marta Tajra/ Foto divulgação/

O Instituto de Pesquisa e Arqueologia Histórica do Rio de Janeiro- IPHARJ – acaba de completar 26 anos neste último 21 de Janeiro. E para quem não está a par das ultimas novidades do mundo da arqueologia, principalmente nós piauienses – que estamos mais focados na Serra da Capivara – o IPHARJ, além do nome pomposo, tem sede no Rio de Janeiro e constitui uma entidade civil e privada sem fins lucrativos, que atua na área de Patrimônio Cultural, da Arqueologia, da História e do Meio Ambiente.
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Dispõe de uma sede compartilhada com a empresa Terra Brasilis Arqueologia Ltda onde realiza, tanto projetos científicos como projetos empresariais, de Arqueologia Aplicada, conforme as leis preconizadas pelos órgãos como o IPHAN, INECAP e IRPH.
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Nesses últimos 26 anos, a instituição vem desenvolvendo ações, como eventos culturais, publicações, exposições, caminhadas, viagens, cursos… com o objetivo exclusivo de sensibilizar a sociedade brasileira da importância e do respeito pelo seu passado e seu patrimônio cultural. Sem dúvida, uma missão espinhosa num país considerado sem memória.
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Mas, à frente deste prestigioso Instituto está um dos arqueólogos e historiadores mais competentes e dedicados à causa no Brasil. E também o mais inquieto. Em 1990, junto a um grupo de arqueólogos, museólogos, geógrafos e outros profissionais, Claudio Prado de Mello legalizava uma instituição cultural e científica voltada para a Arqueologia e o Patrimônio Cultural. Era a semente do IPHARJ.
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De lá pra cá, além de muito trabalho, reunindo pessoas e pesquisadores do Brasil e do Mundo, (sem contar com o apoio do Governo e nem de empresas privadas), ele também encontrou muitas pedras pelo caminho. Com elas, Claudio e seus colaboradores construíram um Palácio Mameluco e um Castelo Toscano, sedes do IPHARJ e do IBAAP – o ultimo, o Instituto Brasileiro de Arqueometria e Arqueologia Aplicada, previsto para inaugurar em setembro de 2016. Criou ainda o Museu da Humanidade, reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) em 2014 e credenciado pelo IPHAN no mesmo ano.
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Com instalações próprias e permanentes no Rio de janeiro, a empresa conta com dois mil e quinhentos metros de área construída dispondo ainda de laboratórios de Arqueologia e Conservação, reserva técnica para materiais diversos, biblioteca especializada com 40 mil títulos, sala de exposições temporárias, oficina de Educação Patrimonial, salas para treinamento e cursos e muito mais. A entidade está, além disso, habilitada a dar endosso institucional para projetos de Arqueologia. Nada mal, heim!
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Mas tem mais: ultimamente, a instituição brasileira foi aprovada como primeiro sócio institucional do ICOMOS, que é o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, (em língua inglesa “International Council of Monuments and Sites”), uma associação civil não governamental, ligada à ONU, através da UNESCO.
Com sede em Paris, França, atualmente é dirigida pela Dra. Gaia Jungeblodt. No Brasil, é dirigida pelo Prof Dr. Leonardo Castriota e na região sudeste, representada pelo Prof Dr. Julio Sampaio.

Só a título de conhecimento, o ICOMOS é o órgão consultivo do Comitê do Patrimônio Mundial para a Implementação da Convenção do Patrimônio Mundial da UNESCO. Como tal, analisa as candidaturas de patrimônio mundial cultural da humanidade e garante o status de propriedades de conservação.
Trabalha para a conservação e proteção dos sítios e o patrimônio cultural.
É a única organização mundial não governamental deste tipo, que se dedica a promover a aplicação da teoria, metodologia e técnicas científicas à conservação do patrimônio arquitetônico e arqueológico. O seu trabalho baseia-se nos princípios consagrados na Carta Internacional de 1964 para a Conservação e Restauro dos Monumentos e Sítios (Carta de Veneza).
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Enfim, gostaria de focar aqui dois exemplos do nível das atividades desenvolvidas pelo IPHARJ, falemos dos mais recentes: o primeiro, a homenagem aos 190 anos do Imperador Pedro II, no dia 7 de dezembro passado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, evento conduzido pelo Príncipe D. Antonio de Orleans e Bragança (trineto de Pedro II) e pelo Dr. Bruno Hellmut, Chanceler do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro. O outro é um trabalho de escavação desenvolvido em convênio com o governo estadual na linha 4 do metrô do Rio, que tem previsão para acabar em 2016.
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O evento de D. Pedro II reuniu, além da família imperial, altas autoridades do executivo e legislativo local, da Igreja e muitos descendentes da aristocracia brasileira, como os descendentes do Visconde de Mauá, de Tomé de Souza e de Caramurú, além de museólogos, historiadores, diplomatas, diretores e representantes de instituições monarquistas, socialites, que presenciaram também a palestra “Aspectos Culturais e Políticos no Segundo Reinado”, proferida pelo professor Claudio, em homenagem ao Imperador. _DSC0405 - Copia12552504_1529799084015729_8316158804275492736_n12573915_1529795857349385_3785420263678342412_n12592396_1529795624016075_5044117482961939341_n

Fala Claudio:

“O evento também teve o efeito de uma grande aula de sensibilização pelo patrimônio, pois alem dos temas históricos, tratamos da herança patrimonial do Período Imperial e falamos das escavações arqueológicas conduzidas na ‘Leopoldina’ que trouxeram à luz mais de 220.000 itens arqueológicos e que, inclusive, reúnem uma área de descarte de lixo do próprio Palácio Imperial da Quinta da Boa Vista, residência principal de D Pedro II.
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Na ocasião, fizemos o preanuncio de dois presentes para a cidade e para o país, que estão sendo montados desde 2014. Em 2016, estaremos organizando junto ao Governo do Estado e o CL4S uma exposição sobre o trabalho da ‘Leopoldina’ e publicando um bonito catálogo sobre este trabalho, incluindo a história da região. O trabalho feito pela Arqueologia é um estudo circunstanciado com um catálogo de louças, faianças, porcelanas e stoneware, vidraria, metais e outras categorias de materiais mostrados na exposição.
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Só este trabalho da ‘Leopoldina’ merece um artigo à parte. Parabéns ao IPHARJ e a todos da equipe! É de trabalhos como este, que resgatem a nossa memória, que o Brasil precisa em momentos como o que estamos passando agora.

7 Comentários

  1. Claudio Prado de Mello disse:

    Muitissimo obrigado Marta . Um encorajamento precioso para nós ! _/\_

  2. IPHARJ disse:

    OBRIGADO EDITORA ZAHLE ( DE TERESINA) PELA MATÉRIA PUBLICADA PELOS 26 ANOS DO IPHARJ
    OBRIGADO Marta Tajra POR SUA AMIZADE.

    DE FATO, TEM SIDO UM ESFORÇO MUITO GRANDE CONDUZIR UMA ENTIDADE COMO O IPHARJ AO LONGO DESSE TEMPO , NAO SÓ CONSIDERANDO A NAO AJUDA , MAS PRINCIPALMENTE OS ENTRAVES DE QUEM MAIS DEVERIA APOIAR !

    MAS VAMOS EM FRENTE !
    O NOSSO DEUS, É O DEUS DO IMPOSSÍVEL

  3. Alba Laurentino disse:

    Claudio, temos nos acostumado a vê-lo falar para crianças e adolescentes, falando de Patrimônio e de Arqueologia. Outras vezes! Falando para universitários ou a pessoas ligadas a Igrejas ou grupos específicos de estudantes. Mas nessa homenagem ao Pedro II, ao vê-lo vestido com distinção e falando para Príncipes, autoridades Eclesiásticas, Embaixadores e pessoas da Sociedade, foi uma grande surpresa mesmo! Uma grande satisfação em ver um mesmo discurso que prega a preservação e respeito pela MEMORIA, se transformar em uma fala elegante e precisa, emocionante e envolvente. Ouvir sua fala sobre D Pedro II e o significado e relevância do Segundo Reinado em termos de fortalecimento da Unidade Cultural do povo brasileiro foi algo que jamais iremos esquecer… Sua palestra levou muitas pessoas as lágrimas e pedimos que a disponibilize para que possa ser compartilhada para outros . Realmente agradecemos sua disposição em trabalhar em nome do nosso passado e o cumprimentamos pela garra e força em levar sua mensagem de respeito pelo Patrimônio da forma que tem feito com tanta dedicação e empenho…

  4. Cícero Moraes disse:

    Meus parabéns Claudio! Sou testemunha do seu empenho, retidão e dedicação.

  5. Teresa Cristina disse:

    Parabéns pelo empenho e tenacidade.

  6. Rita Colaço disse:

    Um trabalho que nos enche de orgulho e gratidão pela seriedade e paixão com que vem sendo realizado. Parabéns Claudio Prado De Mello, a você e à sua equipe.

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